segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aborto: Mulheres grávidas vítimas de violência

Embora existam notícias indicando que muitas mulheres grávidas morrem em consequência de atos violentos, aparentementenão há dados conclusivos que cruzem esta informação com o risco de morte geral das mulheres não-grávidas em situações semelhantes.

Aborto: Consequências a longo prazo para a criança não desejada

Muitos membros de grupos pró-escolhaconsideram haver um risco maior de crianças não desejadas (crianças que nasceram apenas porque a interrupção voluntária da gravidez não era uma opção, quer por questões legais, quer por pressão social) terem um nível de felicidade inferior às outras crianças incluindo problemas que se mantêm mesmo quando adultas, entre estes problemas incluem-se:
doença e morte prematura
pobreza
problemas de desenvolvimento
abandono escolar
delinquência juvenil
abuso de menores
instabilidade familiar e divórcio
necessidade de apoio psiquiátrico
falta de auto estima
Uma opinião contrária, entretanto, apresentada por grupos pró-vida, seria que, mesmo que sejam encontradas correlações estatísticas entre gravidez indesejáveis e situações consideradas psicologicamente ruins para as crianças nascidas, esta situação não pode ser comparada com a de crianças abortadas, visto que estas não estão vivas. Uma "situação de vida" não seria passível de comparação com uma "situação de morte", visto a inverificabilidade desta enquanto situação possivelmente existente (a chamada "vida após a morte") pelos métodos científicos disponíveis. Como não se pode estipular se uma situação ruim de vida, por pior que fosse, seria pior que a morte, o aborto, no caso, não poderia ser apresentado como solução, visto que não dá a capacidade de escolha ao envolvido, enquanto ainda é um feto.

Aborto: Consequencias

Consequencias Para a Sociedade:

Positivas:
Em um estudo polêmico de Steven Levitt da Universidade de Chicago e John Donohue da Universidade Yale associa a legalização do aborto com a baixa da taxa de criminalidade na cidade de Nova Iorque e através dos Estados Unidos. Tal estudo apresenta, com base em dados de diversas cidades norte-americanas e com significância estatística, o possível efeito da redução dos índices de criminalidade onde o aborto é legal. Ainda segundo os autores, estudos no Canadá e na Austrália apontariam na mesma direção.
O recurso a abortos ilegais, segundo os defensores da legalização, aumentaria a mortalidade maternal. Tanto a mortalidade quanto outros problemas de saúde seriam evitados, segundo seus defensores, quando há acesso a métodos seguros de aborto. Segundo o
Instituto Guttmacher, o aborto induzido ou interrupção voluntária da gravidez tem um risco de morte para a mulher entre 0,2 a 1,2 em cada 100 mil procedimentos com cobertura legal realizados em países desenvolvidos. Este valor é mais de dez vezes inferior ao risco de morte da mulher no caso de continuar a gravidez. Pelo contrário em países em desenvolvimento em que o aborto é criminalizado as taxas são centenas de vezes mais altas atingindo 330 mortes por cada 100 mil procedimentos.Para o Ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão, defensor da legalização do aborto, a descriminação do aborto deveria ser tratada como problema de saúde pública.

Negativas:
Como consequências negativas da legalização do aborto na sociedade, apontam-se, entre outras: a banalização de sua prática, a disseminação da eugenia, a submissão a interesses mercadológicos de grupos médicos e empresas farmacológicas, a diminuição da população, o controle demográfico internacional, a desvalorização generalizada da vida, o aumento de casos de síndromes pós-aborto.

Aborto: Síndrome pós-abortivo.

O Síndroma (ou "síndrome") pós-abortivo seria uma série de reações psicológicas apresentadas ao longo da vida por mulheres após terem cometido um aborto. Há vários relatos de problemas mentais relacionados direta ou indiretamente ao aborto; uma descrição clássica pode ser encontrada na obra "Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana", de Sigmund Freud. No livro "Além do princípio de prazer", Freud salienta: "Fica-se também estupefato com os resultados inesperados que se podem seguir a um aborto artificial, à morte de um filho não nascido, decidido sem remorso e sem hesitação."
Há médicos portugueses, porém, que questionam a existência do síndroma;não existe nenhum estudo português publicamente divulgado sobre o assunto. Entretanto nos
Estados Unidos, Reino Unido e mesmo no Brasil, essa possibilidade já é bastante discutida, com resultados contrastantes.
O síndroma pós-abortivo (PAS), conhecido também como síndroma pós-traumático pós-abortivo ou por síndroma do trauma abortivo, é um termo que designa um conjunto de características psicopatológicas que alguns médicos dizem ocorrer nas mulheres após um aborto provocado. Alguns estudos, no entanto, concluem que alguns destes sintomas são consequência da proibição legal e/ou moral do aborto e não do ato em si. [
carece de fontes?]
Entretanto, tal síndrome teria sido catalogada em inúmeras pesquisas, entre elas a do dr.
Vincent Rue que no estudo da Desordem Ansiosa Pós-Traumática (DAPT), presente em ex-combatentes do Vietnã, que teria sua correspondente na síndrome pós-aborto (SPA). Algumas estatísticas de organizações pró-vida argumentam que há um aumento de 9% para 59% nos índices de distúrbios psicológicos em mulheres que se submetem ao aborto.
Outro estudo, do
Royal College of Psychiatrists, a associação dos psiquiatras britânicos e irlandeses, considerou que o aborto induzido pode trazer distúrbios clínicos severos para a mulher, e que essa informação deve ser passada para a mesma, antes da opção pelo aborto. Esse estudo foi repassado a população pelo Jornal Britânico Sunday Times.

Aborto: Aborto Induzido

Existe controvérsia na comunidade médica e científica sobre os efeitos do aborto. As interrupções de gravidez feitas por médicos competentes são normalmente consideradas seguras para as mulheres, dependendo do tipo de cirurgia realizado. Entretanto, um argumento contrário ao aborto seria de que, para o feto, o aborto obviamente nunca seria "seguro", uma vez que provoca sua morte sem direito de defesa.
Os métodos não médicos (p.ex. uso de certas drogas, ervas, ou a inserção de objectos não-cirúrgicos no útero) são potencialmente perigosos para a mulher, conduzindo a um elevado risco de infecção permanente ou mesmo à morte, quando comparado com os abortos feitos por pessoal médico qualificado. Segundo a ONU, pelo menos 70 mil mulheres perdem a vida anualmente em consequência de aborto realizado em condições precárias.não há, no entanto, estatísticas confiáveis sobre o número total de abortos induzidos realizados no mundo nos países e/ou situações em que é criminalizado.
Existem, com variado grau de probabilidade, possíveis efeitos negativos associados à prática abortiva, nomeadamente a hipótese de ligação ao câncer de mama, a dor fetal, o síndroma pós-abortivo. Possíveis efeitos positivos incluem redução de riscos para a mãe e para o desenvolvimento da criança não desejada.

O que é: Aborto

Um aborto ou interrupção da gravidez(ver terminologia) é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada.[1] Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.
Após 180 dias (seis meses) de gestação, quando o feto já é considerado viável, o processo tem a designação médica de parto prematuro.
[2] A terminologia "aborto", entretanto, pode continuar a ser utilizada em geral, quando refere-se à indução da morte do feto.
Através da
história, o aborto foi provocado por vários métodos diferentes e seus aspectos morais, éticos, legais e religiosos são objeto de intenso debate em diversas partes do mundo.

O que é: Aids.


A aids é a sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida. É causada pelo HIV, vírus que ataca as células de defesa do nosso corpo. Com o sistema imunológico comprometido, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, um simples resfriado ou infecções mais graves como tuberculose e câncer. O próprio tratamento dessas doenças, chamadas oportunistas, fica prejudicado.
Mas, atenção! A aids é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. Uma pessoa pode passar muitos anos com o vírus sem apresentar sintoma algum. A duração desse período depende da saúde e dos cuidados do soropositivo com o corpo e alimentação.
Quanta mais cedo a infecção for descoberta, melhor. Portanto, faça o teste sempre que se expor ao HIV. Saiba
onde fazer.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a aids pode ser considerada uma doença de perfil crônico. Isto significa que é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento e uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal.
Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida ao longo dos anos por profissionais de saúde. Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Doenças Sexualmente Transmitidas - Controle

A natureza epidêmica das doenças sexualmente transmitidas as torna de difícil controle. Algumas autoridades em saúde pública atribuem o aumento no número de casos destas doenças ao aumento de atividade sexual. Outro fator que também contribui significativamente é a substituição do uso de camisinha (condom) - que oferece alguma proteção - por pílulas e diafragmas com métodos anticonceptivos. Os padrões das doenças sexualmente transmitidas são bastante variáveis. Enquanto a sífilis e a gonorréia eram ambas epidêmicas, o uso intensivo de penicilina fez com que a freqüência da sífilis caísse para um nível razoavelmente controlado; a atenção voltou-se então ao controle da gonorréia, foi quando a freqüência da sífilis aumentou novamente. Os casos de herpes genital e clamídia também aumentaram durante a década de 70 e durante o início da década de 80.
O tratamento de doenças sexualmente transmissíveis é feito basicamente com antibióticos. A penicilina tem sido uma droga eficiente contra a sífilis e a gonorréia, porém muitos dos organismos causadores da gonorréia são hoje resistentes à penicilina; usa-se nestes casos o ceftriaxone ou a spectinomicine. A tetraciclina é usada para tratar o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinale e a uterite clamidial. Existem tratamentos específicos para a maioria das doenças sexualmente transmitidas, com exceção do molluscum contagiosum. A droga antivirus aciclovir tem se mostrado útil no tratamento da herpes.
A única forma de se prevenir a dispersão das doenças sexualmente transmitidas é através da localização dos indivíduos que tiveram contato sexual com pessoas infectadas e determinar se estes também necessitam tratamento. Localizar a todos, entretanto, é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos são reportados.
AIDS (SIDA) e a hepatite B são transmitidas através do contato sexual, porém estas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.

Doenças Sexualmente Transmitidas - Transmissão

A transmissão de todas estas doenças só ocorre através do contato íntimo com a pessoa infectada, porque todos os organismos causadores morrem rapidamente se forem removidos do corpo humano. Apesar da área de contato ser normalmente as genitais, a prática de sexo anal e oral pode também causar infecções. Gonorréia, sífilis e infecção clamidial podem ser transmitidas de um portadora grávida ao filho que está sendo gerado, tanto através do útero como através do parto.
Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém a gonorréia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.

Doenças Sexualmente Transmitidas -

Doenças sexualmente transmitidas ou DSTs, são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contato sexual. Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão são menos frequentes. Estima-se que de 10 a 15 milhões de americanos tenham doenças sexualmente transmitidas, muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorréia, inflexão da uretra não causada pela gonorréia, herpes genital, candiloma, scabics (mites) e infecções na uretra e na vagina causadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, pelo protozoário Trichomas e pelo fungo monilia. Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais nos Estados Unidos.
Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Além das doenças epidêmicas que foram citadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção vaginal causada pela bactéria Hemophilus e muitas outras. DSTs podem ser causadas por uma grande variedade de organismos, tais como o protozoário Trichomonas, a levedura causadora de moniliasis, bactérias causadoras da gonorréia e da sífilis e o vírus que causa a herpes genital.

Sintomas : 1ª Semana.

Quando a mulher engravida, seu corpo inicia uma série de transformações para facilitar a interação entre o metabolismo da mãe e do bebê. Devido às grandes transformações a mulher passa a sentir sintomas. Este sintomas podem variar de mulher para mulher. Em casos de suspeita de gravidez o procedimento correto a se fazer é realizar um teste de gravidez de farmácia e se persistir a dúvida consultar um médico.

Dentre todos os sintomas citados abaixo o que mais indica a gravidez é a ausência de menstruação. O escurecimento das mamas também é considerado um dos importantes sintomas da gravidez.

Abaixo uma lista completa com os sintomas da gravidez:
- ausência da menstruação
- enjoos e vômitos
- sensibilidade e inchaço nas mamas
- hiperpigmentação das aréolas
- fadiga
- sangramento
- necessidade excessiva de urinar
- aparição de estrias principalmente no abdômen, nádegas e seios
- dificuldades respiratórias
- aceleração dos batimentos cardíacos
- azia
- cãimbras, e outros.

Métodos contraceptivos - Vasectomia

É um procedimento cirúrgico realizado no homem com o intuito de impedir a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos, após a cirurgia o homem quando chega ao orgasmo libera sêmen, mas sem espermatozóides. Encontra-se em bastante evidência nos últimos anos, pois é uma forma de controlar a natalidade sem a necessidade de a mulher passar por uma cirurgia para fazer laqueadura ou algo do gênero. Tendo em vista que a vasectomia é um método mais prático e rápido, tem como reverter o processo com uma nova cirurgia. O único problema enfrentado pela vasectomia é a falta de informação e o machismo.Segundo alguns especialistas, os homens têm medo do ato cirúrgico resultar, no futuro, em impotência sexual. Porém, o método utilizado na vasectomia é extremamente seguro, e o sucesso da cirurgia irá depender muito do paciente e do profissional escolhido para realizá-la.

Boa parte dos casais opta pela vasectomia pelos seguintes motivos:
• Baixo custo;
• Recuperação rápida;
• As mulheres têm medo de passar por uma cirurgia por isso preferem que os maridos façam a vasectomia.

Métodos contraceptivos - Pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte ou pílula de emergência é um contraceptivo utilizado por mulheres que tiveram relações sexuais sem qualquer tipo de proteção ou ainda por mulheres que tiveram sua proteção rompida. A pílula é tomada em dose única ou em duas doses, obedecendo a um intervalo de 12 horas entre a tomada da primeira pílula e a segunda. O efeito da pílula é eficaz, mas depende da rapidez com que é tomada. Nas primeiras 24 horas a pílula é eficaz em 95%, de 25 a 48 horas após a relação a eficácia da pílula cai para 85% e diminui mais ainda quando é tomada de 49 a 72 horas, chegando a 58% de eficácia. Após o período de 72 horas, a pílula de emergência não consegue mais atuar no organismo. Como o próprio nome diz, a pílula deve ser utilizada apenas em situações de emergência, pois sua utilização contínua pode provocar reações indesejáveis e prejudiciais ao organismo. Algumas mulheres, mesmo utilizando a pílula em casos de emergência, ainda podem apresentar sinais como dor de cabeça, vômito, náuseas e sangramento. É importante ressaltar que a pílula do dia seguinte não inibe a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, sendo sua finalidade a inibição da ovulação somente. A utilização da camisinha em todo ato sexual é extremamente importante, pois é o único contraceptivo capaz de prevenir doenças e gravidez. A utilização da pílula do dia seguinte é alvo de muita polêmica, pois alguns médicos afirmam que a pílula tem efeito abortivo já que a fecundação se dá antes do blastócito atingir o útero materno. Outros especialistas no assunto afirmam que a pílula possui somente efeito de impedimento da fecundação, não cabendo a destruição do blastócito.

Métodos contraceptivos - Laqueadura

A laqueadura é um procedimento cirúrgico realizado em mulheres que não mais desejam engravidar. Consiste em esterilizar a mulher bloqueando as trompas de falópio para que o espermatozóide não consiga chegar ao óvulo. Para tal bloqueio são utilizados anéis de plástico, clipes de titânio, corte e/ou ligamento das trompas entre outras técnicas. É realizado semelhante a um parto cesariano, pois é necessária uma abertura abdominal para se ter acesso às trompas. Existem mulheres que após fazer a laqueadura desejam reverter o procedimento por desejar engravidar novamente. Em 70% dos casos, a cirurgia é reversível e dá à mulher tais condições, mas é importante saber que a reversão dá condições de gestação a uma mulher dependendo do método utilizado e das lesões por ele causados. Os procedimentos mais fáceis de serem revertidos são os que utilizam anéis de plástico e clipes de titânio. Ao realizar uma laqueadura, a mulher permanece no hospital por dois dias em observação e ao voltar para casa deve repousar por dez dias, independente do seu tipo de trabalho. A laqueadura na maioria dos casos não impede que o ciclo menstrual ocorra, salvo em situações onde algo anormal ocorra. Existem casos raros onde a laqueadura é revertida de forma espontânea, onde o próprio organismo recanaliza as trompas de falópio permitindo assim que a mulher engravide. Este procedimento só pode ser feito em mulheres acima de 25 anos que tenha realizado duas cesarianas ou mais. É uma decisão que deve ser tomada após tamanha certeza, já que se pode permanecer estéril.

Métodos contraceptivos - DIU [Parte 2: Perguntas e Respontas]

O DIU é um método eficaz?
0 DIU é um dos métodos anticoncepcionais mais eficazes. Os índices de eficácia são semelhantes aos das pílulas anticoncepcionais, ou seja, 0,1% de falha.

Quais as vantagens do DIU?
Podem ser destacados benefícios importantes como a utilização independentemente da atividade sexual, liberar-se da preocupação diária com a prevenção da gestação, ser comandado unicamente pela mulher, ser uma opção prática e eficaz e ter um período longo de utilização (cerca de cinco anos). Esses benefícios proporcionam à mulher uma sensação de liberdade e comodidade.

Que tipo de mulher deve usar o DIU?
O DIU está mais indicado para aquela mulher que já tem filhos e quer espaçar mais a próxima gravidez (3-5 anos), ou quando a família já está completa; para as mulheres que apresentam contraindicações aos métodos anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção); logo após o parto, no período de amamentação, visto que esse método não interfere na amamentação. Porém, o DIU também pode ser utilizado por mulheres que nunca engravidaram.

Mulheres que nunca engravidaram podem usar o DIU?

A retirada de um DIU pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual. As mulheres que são usuárias do DIU, espontaneamente, terão sua fertilidade (capacidade de engravidar) recuperada em curto período de tempo, mesmo após o uso prolongado. Esse retorno da fertilidade ocorre de modo semelhante a outros métodos anticoncepcionais.

Quais os efeitos colaterais do DIU?
Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Esses efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão médica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, esses sintomas tendem a se normalizar.

Quais são as contraindicações do DIU?
Como todo método anticoncepcional, o DIU também apresenta contraindicações. O DIU não deve ser usado diante da suspeita de gravidez ou gravidez confirmada; suspeitas ou presença de tumores uterinos; em casos de sangramento vaginal sem causa conhecida; nas malformações uterinas e na presença de infecções ginecológicas. Para maiores detalhes sobre esse assunto, consulte seu médico.

[Dr. Sérgio dos Passos Ramos]

Métodos contraceptivos - DIU [Parte 1]

O DIU de cobre impede a subida dos espermatozoides pelas trompas (tubas uterinas), não havendo, portanto, a fecundação do óvulo.
Dependendo da quantidade de cobre existente no DIU, ele vai ter maior tempo de uso (permanência no útero) de acordo com a orientação do fabricante.

Métodos contraceptivos. - Camisinha.

A camisinha feminina é uma "bolsa" feita de um plástico macio, o poliuretano, que é um material mais fino que o látex do preservativo masculino. Essa bolsa recebe o líquido que o homem libera na relação sexual, impedindo o contato direto dos espermatozóides com o canal vaginal e com o colo do útero da mulher, evitando assim a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, a transmissão do HIV, e prevenindo a gravidez não planejada.

Métodos contraceptivos. - O que é?

Métodos contraceptivos são utilizados para evitar uma gravidez, e a escolha de um método para evitá-la necessita ser feita com auxílio médico, pois ele pode indicar a melhor opção para cada caso. A prevenção de uma gravidez não planejada é essencial, principalmente para adultos, jovens sexualmente ativos e adolescentes. É importante saber quais os métodos existentes antes de optar por algum deles. Os métodos contraceptivos são divididos em comportamentais (tabelinha), de barreira (preservativo, diafragma), dispositivo intra-uterino, métodos hormonais e cirúrgicos.

Algum deles: Camisinha feminina e masculina, Diafragma, Diu, Pílula, Laqueadura, Pílula do dia seguinte, Vasectomia, entre outros.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Primeiro filho aos 18...

''Abril de 1992, 18 anos, 20 kg a mais, solteira e completamente perdida dentro de mim mesma. Essa é a frase que retrata o nascimento de meu primeiro filho, Bernardo, hoje com 10 anos de idade. Até hoje me ressinto muito da maneira como o tive, isto é, da forma como tudo aconteceu, mas após ler tantos depoimentos de outras mães neste site pude observar que nem tudo foi minha culpa.

O médico que me ‘acompanhou’ foi o mesmo que fez o parto da minha mãe e admito que nunca tive interesse de procurar outro, mais por puro medo. Medo de algo dar errado, mas meu Deus, será que ele fez tudo certo?O pré-natal foi o que se poderia chamar de estéril, pois foram idas ao consultório onde as perguntas mais profundas que fazia ou ele não respondia ou ignorava. Talvez, por ser muito jovem e inexperiente, ele não me considerasse madura o suficiente para entender a complexidade de um parto. Infelizmente, não me interessei em combater essa atitude, pois a minha própria vida já estava confusa demais…

Não tive apoio emocional de ninguém na minha família, ao contrário, recebi muitos julgamentos e críticas e nem apoio por parte do pai do meu filho também. Principalmente emocional, pois não havíamos programado (ou sonhado) um filho naquela altura das nossas vidas. Estávamos noivos, mas ainda não havíamos sequer decidido onde morar, pois ele era de Porto Alegre e eu do Rio de Janeiro. Namorávamos à distância e assim mantínhamos o relacionamente que, justamente na época em que engravidei, estava praticamente terminado. Havia decidido terminar com o noivado e continuar meus estudos, mas nada disso aconteceu.
Sinceramente, como fui uma adolescente grávida, sei exatamente o que se passa com essas meninas recém saídas da infância que se deparam com um mundo de emoções novas e com o desejo de se conhecerem como mulheres. O que sentia não era amor, mas curiosidade. Parece estranho? Você se lembra dos seus 17 anos? Particularmente, foi uma época muito estranha da minha vida. E o nascimento do meu filho justamente nessa hora me fez uma pessoa melhor, hoje tenho certeza disso.

Acho que a ingenuidade deve ser combatida e a informação quanto ao sexo deve partir de dentro de casa, isso é responsabilidade dos pais! E não da TV, da mídia ou do Ministro da Saúde. Não tive orientação nenhuma nesse sentido. Minha mãe, que nunca mais teve outro relacionamento sério com um homem desde que separou de meu pai, nunca conversou séria e abertamente comigo a esse respeito. Posso dizer que nunca realmente conversamos nada sério antes de eu completar 27 anos de idade…

Sim, ser oriunda de uma separação foi algo que marcou muito a minha consciência e que me prejudicou muito sim, pois nunca consegui “resolver” isso dentro de mim. Até hoje ainda me machuca pensar no meu pai que não vejo desde 1993. Portanto, acho muita graça anúncios de camisinha e tudo mais, mas os pais, que são os únicos responsáveis mesmo pelos próprios filhos, estes muitas das vezes (por ignorância, estupidez, medo ou preconceito) sequer se acham na obrigação de fazê-lo! Minha mãe até hoje acha que nunca foi obrigação dela em conversar comigo sobre sexo…

Bem, minha gravidez foi bem tumultuada e problemática. No início ‘recusei’ a idéia de ter meu filho. Tinha um medo terrível! Medo de nunca mais poder concluir meus estudos, de ficar com o períneo ‘estragado’ (como minha mãe falava do dela mesma, pois se arrebentou no parto normal), de ter um filho doente, de nunca mais ter meu corpo esbelto de volta, entre outros pensamentos estranhos. Foi uma fase difícil e mais difícil foi superar isso tudo sozinha!
Lá por volta dos 6 meses tudo se acalmou… Começei a amadurecer e a aceitar meu filho dentro de mim. Começei a ler a respeito de gravidez e queria mais informação a respeito. Meu coração revoltado começou a amolecer e a aceitar minha nova condição como ser humano: mãe.Uma tarde de páscoa num domingo tranqüilo de abril…

Estava tentando cochilar após uma refeição mais consistente, estava há 2 meses só comendo sopa e sem sal para controlar o peso e a pressão, senti uma dor muito forte no ventre. Estava sozinha em casa. Já havia pago as prestações do parto (paguei como se fosse cesariana, pois o valor era mais alto e não quiz deixar pra última hora, se fosse o caso… Não tinha plano de saúde e tinha pavor de hospital público) e estava praticamente tudo organizado pro bebê chegar. Sempre pedi informações sobre o parto normal ao meu gineco, mas como disse anteriormente, ele sempre vinha com a ladainha: “a mulher sofre muito e você é muito jovem…” Fiquei com medo, claro.

Fui ao banheiro e vi sangue na calcinha e decidi ir pra Maternidade, pois havia ido 2 dias antes num alarme falso e achei que esse não seria, e não queria mesmo ficar sozinha em casa correndo o risco de ter o filho sem ajuda. Peguei a bolsa e fui a pé até a esquina de casa chamar um taxi. No taxi mesmo começaram a ficar mais fortes as contrações. Fui encaminhada na Maternidade ao meu quarto a esperar o meu médico. Mudaram minha roupa, começaram a me raspar, mas ninguém parou pra conversar comigo ou perguntar como eu estava ou o que sentia…
Fiquei momentos sozinha na cama do quarto pensando comigo mesma o que estava acontecendo, pois aquilo não estava parecendo um parto. As dores aumentaram e começei a chorar e chamar a enfermeira. Elas vinham, diziam que o médico estava chegando e iam embora. Fiquei assim por algumas horas. Daí o médico chegou no momento em que sentia as dores, fez o toque e disse que eu só tinha até então 3 dedos de dilatação e que isso não era suficiente para o início de um parto, etc. Precisaria esperar mais até mais de 7 dedos (?) e doer mais! Agüentei o quê pude, mas chegou um momento em que começei a sentir falta de ar e a ficar tonta. Ninguém monitorou meu bebê ou coisa assim e sequer estava com soro. Sabia que isso já deveria estar acontecendo naquela altura! Nada.

Em seguida veio o médico e me perguntou se eu queria fazer a cesariana… Fiquei em dúvida e no estado lamentável em que estava não tinha condições de pensar! Acho hoje que isso foi até maldade por parte dele para comigo quiçá uma grande insensibilidade moral. Aliás, hoje tenho CERTEZA disso, pois fiz a asneira de ter meu segundo filho também com esse mesmo médico…
Após minha indecisão ele decidiu (!) por mim em fazer a cesariana e me encaminhou imediatamente ao centro cirúrgico. Ora, dali então passou tudo a parecer mais com a idéia de parto que eu tinha até então. Fui para a sala de cirurgia onde recebi soro e anestesia. Alguns aparelhos me monitorando e tudo mais. Eles fizeram meu parto ouvindo ao jogo de Vasco e Botafogo… O único que foi doce comigo e puxou conversa, certamente para me acalmar, foi o anestesista. Meu filho nasceu justamente no gol do Vasco… Até hoje me senti desreispeitada por isso, mas como iria reclamar? Como uma mulher atada à uma cama, anestesiada, tonta e mal podendo falar vai poder fazer-se entender e EXIGIR que o maldito do rádio para de fazer barulho!!!

Me entupiram tanto de remédios e entorpecentes que após ver meu filho na sala de parto e ser bruscamente separada dele por mais de 12 horas, tive de enfrentar uma “noite” de horrores com todo o meu corpo em “coma” devido a tanta porcaria dentro de mim! Tinha uma dor de cabeça horrível e vomitei mais de 2 vezes, não consegui separar realidade de imaginação e tentava falar mas não podia. A dor de cabeça, o enjôo e a sensação de desorientação que tive foram tão fortes que ainda sinto-me mal só em recordar isso! Um horror.

Amanheceu. Encontrei-me enfaixada em torno da minha cintura e senti a dor do corte no ventre. Me lembro de ter ido ao banheiro com a ajuda de uma enfermeira nessa hora, pois sequer consegui levantar sozinha ou andar sem amparo devido a dor e a cirurgia. Ao me dirigir ao banheiro vi, do lado de fora da porta do meu quarto, uma mãe com seu bebê recém nascido ao colo e passeando com o mesmo pelo corredor… Meu Deus! Como desejei estar como ela naquele segundo… Senti-me um lixo naquela hora. Perguntei à enfermeira como ela conseguia andar com o bebê e a mesma disse que a moça havia tido parto normal quase no mesmo período que eu. Só que eu só iria conseguir fazer aquilo, isto é, passear tranqüilamente com meu bebê ao colo, somente 2 meses depois do parto!!!
Trouxeram Bernardo…

Tão pequenino, apenas 2,430kg e ainda teve de ficar na encubadeira, dizem eles, por problemas respiratórios. Graças a Deus havia me esclarecido bastante a respeito da amamentação e havia decidido que iria amamentá-lo ao peito até quando ele quisesse! Isso ninguém tirou de mim ou do meu filho. Amamentei ao peito e acho que isso me ajudou muito psicológicamente, fisicamente, emocionalmente e até espiritualmente. Tive depressão pós-parto (hoje sei e reconheço o que fôra aquilo, pois na época nem o gineco sabia…), mas consegui superar com a ajuda do meu próprio filho e da amamentação ao peito.
Não senti meu baixo ventre por 2 anos após o parto. Era tudo “dormente”. Um dos pontos inflamou após a retirada dos pontos e isso foi traumatizante, pois ficava aquele pavor de terem de me abrir denovo a barriga! No primeiro mês após o parto praticamente não andava. Só comecei mesmo a poder fazer as coisas após 1 mês e meio… Fiquei muito traumatizada com o parto todo em si e acho que não foi uma das melhores experiências que tive em minha vida. Acho que foi desumano.

Não tive meu parto em hospital público mas numa Maternidade particular e com médico particular, isto é, com pessoas que, veja bem, TALVEZ, tivessem mais “interesse” em oferecer algo de qualidade à mulher. Isso parece não existir ainda em nosso país. O que existe é a preocupação com o dinheiro, mais nada. Nem a vida de mãe e filho são levadas em consideração.
Hoje moro na alemanha, onde cesariana soa palavra de outro planeta por aqui. Todos a quem conheço nasceram por parto normal e os 2 primeiros filhos de meu atual esposo nasceram aqui nesta casa onde moramos. Nosso primeiro filho, como já disse, nasceu no Brasil, mas isso é outra história…

Aqui há uma consicentização e um apoio à mulher que nunca havia visto e o homem, inclusive, tem uma consicência ímpar sobre todo o processo em si. Um exemplo que o Brasil deveria copiar, pois parece que por lá já não sabem mais trazer ao mundo bebês com amor.
Sonho ainda em ter uma menina. Sonho ainda em tê-la por parto normal. Não sei se ainda realizarei esses sonhos, mas uma coisa é certa, não me arrependo mais de nada do que vivi até hoje. E ser mãe é uma dádiva divina que deve ser respeitada por todos. Começando pela própria mulher! Recuse ser ignorada, mal tratada ou mal atendida numa Maternidade ou pelo seu próprio gineco, eles não têm esse direito!''
Esse foi um depoimento de uma adolescente, Patrícia, que aos 18 teve seu primeiro filho, e com o sonho de ter uma menina por parto normal, diz que queria ser respeitada pois era uma grávida normal, mas adolescente.